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Tuesday, September 11, 2012

Opinião: Catching Jordan

Título: Catching Jordan
Autora: Miranda Kenneally

Sinopse: What girl doesn't want to be surrounded by gorgeous jocks day in and day out? Jordan Woods isn't just surrounded by hot guys, though-she leads them as the captain and quarterback of her high school football team. They all see her as one of the guys, and that's just fine. As long as she gets her athletic scholarship to a powerhouse university.

But now there's a new guy in town who threatens her starting position... suddenly she's hoping he'll see her as more than just a teammate.

Opinião: Estava bastante entusiasmada com este livro: com uma história que praticamente exclamava palavras como "interessante" e "engraçada", quem não estaria?

As primeiras páginas não me conseguiram cativar completamente, mas estava curiosa e, por isso, continuei a ler. A ação começou a desenrolar-se e as personagens a ganharem vida perante os meus olhos.

Para ser honesta, o enredo surpreendeu-me. Comecei a ler o livro pensando que sabia exatamente aquilo que ia encontrar: um romance entre Jordan e este novo quarterback, cheio de altos e baixos, mal-entendidos e uma luta interna entre amor/romance e os sonhos de cada um. Ah! Enganei-me redondamente. Sim, há romance. Sim, Jordan e este novo quarterback gostam um do outro. Mas... A história não é, de modo algum, aquilo que eu esperava. E definitivamente não termina de nenhuma forma remotamente parecida com as ideias que eu tinha, inicialmente.

E ainda bem! Apesar de todas essas voltas e reviravoltas só se tornarem presentes a partir da segunda metade do livro, foi o suficiente para levar esta história de "ah, é uma leitura bem leve e engraçada" (tradução: umas confiantes três estrelas, e nada mais) para "estou a gostar, a gostar mesmo muito" (ou seja, umas quatro estrelas bem dadas).


No entanto, foi das personagens que mais gostei.

Jordan é a protagonista: excelente quarterback, capitã da equipa de futebol (americano) do seu liceu, com uma paixão (que vai evoluindo ao longo do livro) pela escrita, descontraída, engraçada e divertida, com muito pouco jeito para qualquer coisa remotamente feminina, lutadora e persistente. Uma personagem sobre a qual, sem dúvida alguma, adorei ler.

Henry, melhor amigo de Jordan, é o rapaz que eu adorei do princípio ao fim (ok, talvez lhe tenha querido dar um par de estalos para ver se deixava de ser idiota, durante uma parte da história, mas...): querido, divertido, leal, com um ótimo sentido de humor, carinhoso e sempre pronto a apoiar Jordan, mesmo que isso significasse ficar com o coração partido pelo caminho.

Ty, o novo quarterback-maravilha que chega ao liceu: confiante, querido e com um passado trágico, nunca conseguiu cair nas minhas boas graças. Seja graças ao meu instinto ou à minha boa análise de carácter, nunca gostei assim muito dele. Quando se foi tornando cada vez mais possessivo e controlador, qualquer réstia de sentimentos favoráveis por ele desapareceram.

No que toca ao resto das personagens, apaixonei-me por toda e cada uma delas: a família da Jordan, a equipa de futebol americano, as amigas cheerleaders de Jordan.

Tocando num tema ainda demasiado presente na nossa sociedade atual, a desigualdade, este livro faz um bom trabalho com a exposição do assunto, tornando-o real e tangível.

Uma leitura divertida, amorosa e leve, com um enredo que se vai aprofundando à medida que nos aproximamos do fim e um conjunto de personagens que nos fazem sorrir.

Dou-lhe 4 de 5, por ser uma leitura tão relaxante mas que, ao mesmo tempo consegue, com todo o romance, amizade, família, objetivos e diversão, lidar com um tema sério e presente no nosso dia-a-dia.

P.S.: Numa nota completamente diferente, para fãs de futebol (e com futebol quero mesmo dizer futebol, aquele que nós jogamos aqui na Europa) que não percebem lá grande coisa de futebol americano (como aqui a je) deverão passar por momentos onde... Bem...
"Mas o que raio é um wide receiver e onde estão os meus lindos avançados?"

Sunday, September 9, 2012

Opinião: The DUFF

Título: The DUFF: Designated Ugly Fat Friend
Autora: Kody Keplinger

Sinopse: Seventeen-year-old Bianca Piper is cynical and loyal, and she doesn't think she's the prettiest of her friends by a long shot. She's also way too smart to fall for the charms of man-slut and slimy school hottie Wesley Rush. In fact, Bianca hates him. And when he nicknames her "Duffy," she throws her Coke in his face.

But things aren't so great at home right now. Desperate for a distraction, Bianca ends up kissing Wesley. And likes it. Eager for escape, she throws herself into a closeted enemies-with-benefits relationship with Wesley.

Until it all goes horribly awry. It turns out that Wesley isn't such a bad listener, and his life is pretty screwed up, too. Suddenly Bianca realizes with absolute horror that she's falling for the guy she thought she hated more than anyone.

Opinião: Quando comecei a ler este livro, não esperava vir a gostar dele tanto quanto gostei. Apesar da sinopse me ter deixado intrigada (e, para ser honesta, bastante animada – tanto pelo tipo de personagens que envolveria, como pelo enredo com que me iria deparar) o facto de tanta gente estar a elogiar de forma tão efusiva, e quase reverente, este livro, fez-me franzir o sobrolho com suspeita. Não tenho problema nenhum com livros do género contemporâneo e jovem adulto que se tornam populares. Aliás, já li muitos deles e quase sempre gostei. No entanto, fico sempre apreensiva quando as críticas se tornam todas incrivelmente positivas. Fico com a sensação de que toda a gente pode estar a exagerar e de que eu irei absolutamente detestar o livro. Não me deve ter acontecido mais do que duas vezes, mas mesmo assim, a preocupação está sempre lá.

Mas, felizmente, sei agora que esse número de deceções não vai aumentar, pelo menos não para já, e definitivamente não por causa deste livro.

Tendo já lido “Shut Out”, da mesma autora, sabia perfeitamente que tipo de escrita esperar: simples, fluída e com a quantidade certa de realismo para me fazer querer virar as páginas e ler. Ler cada vez mais, e mais, e mais. Ainda assim, acho que não estava preparada para o quão viciante este livro se iria tornar. Quando dou por mim às cinco da manhã, ainda a ler e já a mais de metade do livro, cansada e ensonada mas ainda assim sem querer parar, soube que esta história, ainda que talvez um pouco cliché, me tinha conseguido prender.

Soube também que a razão pela qual este livro me conseguira prender, cativar de tal forma, está intrinsecamente ligado ao facto de tudo me soar real, de tudo me fazer pensar: “Sim, consigo ver isso a acontecer.”.

Abordando temas como o sexo e a sexualidade, a amizade (o quão importante esta é, e o quão humana ela também acaba por ser: sujeita a dissabores e alegrias, a mal-entendidos e vergonhas, medos e personalidades díspares mas que, no fundo, se for real e forte, vai perdurar), a família, o em muitos casos inevitável divórcio, os escapes que se tornam em vícios, a importância de sabermos enfrentar e lidar com tudo o que a vida atira para o nosso caminho e de nunca nos deixarmos derrotar, a importância de confiar e, sobretudo, de falar, de desabafar, de nos ajudarmos uns aos outros. A importância de nos rebelarmos contra termos e pontos de vista sexistas, a importância de não julgarmos. De não magoarmos.

Lidando, uma vez mais, com temas que, de uma forma ou de outra, fazem parte da vida de qualquer adolescente, Kody Keplinger faz-nos sentir menos sozinhos. Faz-nos perceber, tal como o Wesley diz à Bianca, que nós não estamos sozinhos.

Com personagens absolutamente brilhantes, adorei cada segundo que passei imersa nesta história. 

Dou-lhe 5 de 5!

Friday, September 7, 2012

Opinião: Shut Out

Título: Shut Out
Autora: Kody Keplinger

Sinopse: Most high school sports teams have rivalries with other schools. At Hamilton High, it's a civil war: the football team versus the soccer team. And for her part, Lissa is sick of it. Her quarterback boyfriend, Randy, is always ditching her to go pick a fight with the soccer team or to prank their locker room. And on three separate occasions Randy's car has been egged while he and Lissa were inside, making out. She is done competing with a bunch of sweaty boys for her own boyfriend's attention

Then Lissa decides to end the rivalry once and for all: She and the other players' girlfriends go on a hookup strike. The boys won't get any action from them until the football and soccer teams make peace. What they don't count on is a new sort of rivalry: an impossible girls-against-boys showdown that hinges on who will cave to their libidos first. But what Lissa never sees coming is her own sexual tension with the leader of the boys, Cash Sterling...

Opinião: Por norma, este não é o tipo de livro que eu costume ler. No entanto, soube assim que li a sinopse no Goodreads que teria de lhe dar uma vista de olhos. A premissa era demasiado interessante, demasiado tentadora, para que eu conseguisse virar-lhe as costas. Por isso, não virei. E ainda bem que não!

Não conhecia a autora, por isso, devo dizer que comecei a ler sem saber muito bem aquilo que esperar. Com uma escrita fluída e realista, ainda que bastante simples e livre dos floreados artísticos que tanto me costumam cativar, Kody Keplinger consegue manter-nos presos ao enredo (e às personagens) praticamente desde a primeira página. Lidando com temas como o sexo e a sexualidade, escolhas e decisões, a importância de nos mantermos fiéis a nós mesmos e aos nossos ideais, Keplinger consegue passar a mensagem do quão importante é sermos capazes de nos libertarmos dos estereótipos criados pela nossa sociedade. Do quão importante é percebermos de que não existe uma norma, uma definição imutável e sempre correta (e que devemos seguir, quer concordemos com ela quer não) de "normalidade" que defina as nossas ações, pensamentos e personalidade.

Com personagens interessantes, complexas e dinâmicas é praticamente impossível não nos interessarmos pelas suas histórias. Não nos importarmos o suficiente para ver como é que tudo vai terminar.

Com personagens femininas fortes, determinadas e que, aos poucos, vão descobrindo o mundo e as pessoas que as rodeiam, quem são e aquilo que querem, este livro está escrito num tom amigavelmente feminista, que muito me agradou.
Dou-lhe 4 de 5, com a promessa de que irei ler os restantes livros desta autora o quanto antes.

Thursday, September 6, 2012

Opinião: A Guilda dos Mágicos

Note: From now on, if I read a book in Portuguese I'll review it in Portuguese (since it's much easier for me not to go search for every equivalent of the translated terms I've read). Plus, I might just feel like reviewing in Portuguese from time to time, so I guess this blog is becoming bi-lingual. 



Título: A Guilda dos Mágicos (primeiro volume na Trilogia do Mágico Negro)
Autora: Trudi Canavan
Editora: Bertrand Editora

Sinopse: Todos os anos os mágicos de Imardin reúnem-se para purgar as suas ruas da cidade. Mestres de disciplina e da magia, sabem que ninguém se pode opor à sua vontade. Porém, o seu escudo protector não é tão impenetrável quanto acreditam. Quando uma multidão de pessoas é expulsa da cidade, Sonea, uma jovem rapariga, enraivecida com a autoridade dos mágicos e do tratamento que impuseram à sua família levando-os à miséria, atira uma pedra ao escudo. Para espanto de todos, a pedra atravessa o escudo e deixa um dos mágicos inconsciente. Trata-se de um acto inconcebível, e a Guilda dos Mágicos apercebe-se que o seu pior pesadelo se tornou realidade: existe alguém com poderes mágicos por treinar à solta pelas ruas, e deverão encontrá-la o mais depressa possível, antes que os seus poderes fora de controlo libertem forças que irão destruí-la a ela e à cidade.

Opinião: Esta foi, sem sombra de dúvidas, uma leitura interessante. Apesar de, após ter chegado às últimas palavras e fechado o livro que jazia no meu colo, ter um daqueles sorrisos que não se consegue evitar, por muito que se queira, a marcar-me os lábios e ter sentido aquela familiar sensação de encantamento, felicidade e curiosidade desmesuradas que acompanham sempre as melhores das leituras, não posso dizer que este livro tenha sido absolutamente fantástico. 

E porquê?

Bem, a resposta é bastante simples: o livro está dividido em duas partes, e é precisamente aqui que uma história que podia ter sido incrível logo desde o início... Pura e simplesmente, não foi. Não pelo facto de estar dividido em duas partes, mas sim pelo conteúdo de cada uma.

Mas vamos voltar um pouco atrás, para que se possa perceber a origem deste meu desagrado.

O livro começa no dia da Purificação e nós, enquanto leitores, seguimos Sonea, após se ter reencontrado com os seus dois amigos de infância (Harrin e Cery), até ao seu encontro com o grupo de mágicos que iria purgar as ruas da cidade. Em toda a sua arrogância e suposta justificada superioridade, os mágicos não prestam qualquer atenção ao grupo de pessoas que têm na sua frente, prestes a serem expulsas da cidade em direção aos bairros pobres. Em vez disso, conversam uns com outros, pensando estarem protegidos pelo seu escudo dos já esperados lançamento de pedras que um grupo de jovens desordeiros (grupo esse do qual Sonea fez parte enquanto criança e do qual Harrin é líder, sendo Cery o segundo no comando) faz todos os anos, para mostrar o seu descontentamento em relação à Purificação.

Sonea, após alguma persuasão por parte dos amigos, junta-se a eles. Assim que avista os mágicos, raiva é tudo o que consegue sentir. Enquanto lança a pedra em direção ao escudo, deseja com todo o seu ser que esta o atravesse, concentrando toda a sua emoção enquanto o faz.

Surpresa das surpresas, a pedra passa e Sonea fica aterrada. Ela, uma mágica? Não conseguia, nem queria, acreditar (ou até mesmo aceitar) o facto de ser aquilo que sempre odiara, durante toda a sua vida.

A pedra, com toda a força com que fora arremessada, bate na têmpora de um mágico (chamado Fergun e que, na minha mais humilde das opiniões, não recebeu mais do que aquilo que merecia. Mas essa é outra história que não me cabe a mim contar - tradução: leiam o livro e perceberão a cem por cento aquilo a que me refiro). Sonea, absolutamente petrificada pela surpresa e pelo medo, não reage suficientemente depressa e, desta forma, permite que os mágicos a identifiquem como a atacante. Assim que se apercebe de que sabem o que ela fez, a jovem rapariga começa a fugir. Durante essa mesma fuga, um jovem que estava perto dela é morto pelos mágicos. O medo de Sonea escala rapidamente e a rapariga convence-se a si mesma de que estes a querem matar.

Com a ajuda de Cery, Sonea esconde-se dos mágicos, que agora iniciaram uma busca pelos bairros pobres para a encontrarem.

E é a isto que a primeira parte se resume: uma interminável série de fugas por parte de Sonea. 241 páginas onde a maioria dos capítulos é narrado ora sob o ponto de vista de Cery, ora sob o ponto de vista de dois mágicos que estão a organizar as buscas: Lorde Rothen e Lorde Dannyl. Não ficamos a conhecer bem a personagem que é Sonea e somos confrontados com um enredo que, após as primeiras mudanças de esconderijo, se torna repetitivo e cansativo.

No entanto, assim que a segunda parte se inicia, a capacidade de cativar da escritora e do próprio enredo muda drasticamente. Sonea, tendo sido (finalmente) capturada pelos mágicos, está agora a habituar-se à Guilda e aos seus costumes. Ficamos a conhecer, por fim, esta rapariga.

Devo dizer que Sonea é provavelmente uma das melhores personagens femininas com que já me deparei no género fantástico: forte mais ainda assim com as suas falhas e defeitos, tornando-a em alguém com quem nos é possível simpatizar e, mais importante ainda, com quem nos conseguimos identificar. Soneal é real. Sonea não é uma personagem estereotipada ou alguém a quem falta complexidade e profundidade, oferecendo uma visão refrescante e envolvente dos acontecimentos num género literário onde muitas das personagens femininas criadas são ainda alvo, na sua caracterização, de ideias pré-concebidas.

Subitamente, senti-me ser envolvida por todo um conjunto de descrições, personagens e situações verdadeiramente encantadoras. Lorde Rothen, uma mágico carinhoso e que rapidamente se afeiçoa a Sonea, fica encarregue da sua educação, granjeando à história um tom doce e gentil. Lorde Dannyl, antigo pupilo de Rothen e seu amigo de longa data, com as suas opiniões fortes, antigas rivalidades e humor (e medos) muitas vezes despropositados, coloca na cara do leitor um sorriso de cada vez que aparece nas páginas. Supremo Lorde Akkarin, líder da Guilda, é misterioso e um tanto sinistro, deixando-nos sem saber muito bem aquilo em que pensar. Cery, amigo de Sonea, é aquele rapaz que nos aquece o coração e nos faz sorrir tristemente.

Este livro oferece-nos uma história complexa e envolvente, com personagens realistas e descrições que, apesar de no início me terem parecido vagas e algo confusas, se foram aprimorando à medida que as páginas avançaram. Se estivermos dispostos a ler até à segunda parte, a recompensa que recebemos é muito satisfatória.

Dou-lhe 4 de 5, frisando que só não recebeu as 5 devido à primeira parte. Porque, enquanto que demorei uns bons (leia-se, lentos e cansativos) 4 dias a ler a primeira parte inteira, assim que a segunda parte começou, dois dias depois o livro estava a ser fechado e o segundo a ser comprado.